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AGROFLORESTA PRODUTIVA

AGROFLORESTA PRODUTIVA DA ALDEIA JAGUARI


Valorização dos saberes tradicionais, recuperação ambiental e produção de alimentos

A Agrofloresta Produtiva da Aldeia Jaguari é uma iniciativa comunitária construída pelo povo Guarani Kaiowá, por meio da Associação Jaguari, no município de Amambai/MS. O projeto foi aprovado no Ministério dos Povos Indígenas (MPI), com execução entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, encontrando-se atualmente em fase final de implantação e consolidação dos resultados.

A proposta nasceu como resposta a desafios vividos diariamente pela comunidade, como o isolamento geográfico, a insegurança alimentar, a pressão externa sobre o território, os impactos das mudanças climáticas e a necessidade de fortalecer alternativas de trabalho digno dentro da própria aldeia. A agrofloresta é compreendida como uma estratégia que une produção, cultura e cuidado com a terra, valorizando os conhecimentos tradicionais que orientam a relação do povo Guarani Kaiowá com o território.

O projeto foi planejado para beneficiar diretamente 108 famílias indígenas, com implantação de 10 hectares de agrofloresta produtiva. Entre as estruturas e ações realizadas, destacam-se a organização de espaços de apoio às atividades, a produção de mudas, a recuperação ambiental e o fortalecimento comunitário por meio do trabalho coletivo. Durante a execução, foram implantados espaços fundamentais para a continuidade do trabalho, como a sede comunitária, o viveiro de mudas e o apiário, fortalecendo a base técnica e organizativa do projeto.

Mais do que uma técnica de plantio, a Agrofloresta Produtiva da Aldeia Jaguari é uma forma de reconstruir e fortalecer o território a partir do próprio modo de vida indígena. Ela integra produção de alimentos saudáveis, diversificação de cultivos, proteção do solo e da água, além da transmissão de saberes entre gerações, envolvendo jovens, mulheres e lideranças comunitárias.

A longo prazo, a Associação Jaguari trabalha com a visão de que a agrofloresta pode se tornar um caminho estratégico para ampliar a autonomia da comunidade, fortalecer a permanência no território e inspirar novas iniciativas de sustentabilidade e desenvolvimento comunitário em outras aldeias e territórios tradicionais.